Eduardo Faduled
De Goiás para o mundo, das finanças às artes visuais, do cubo branco ao universo onírico - Faduled encontrou na arte sua verdadeira linguagem e vocação.
MessageArtista visual nascido Eduardo Faduled, goiano nascido em 1980 em Goiânia e radicado em São Paulo. Faduled teve sua infância numa cidade pequena, Caçu no interior de Goiás. Aos 8 anos de idade se muda para capital do estado, permanecendo até os 20 anos de idade.
Faduled formou-se em Economia em 2006 pela faculdade Estadual de Campinas - Unicamp e atual no mercado financeiro até 2015. No período de 2008 a 2010, expatriado pelo banco em que atuava, morou em Nova Iorque.
Passa pela Escola Panamericana de Arte em 2018 ingressa na graduação de Artes Visual na Fundação Armando Alvares Penteado-FAAP e logo em seguida em 2020 no curso de Artes Visuais da Faculdade Belas Artes.
Statement
O trabalho de Eduardo Faduled expressa-se a partir de um efeito catalisador - o ímpeto de produzir arte. Num primeiro momento, a urgência traduziu-se em experimentações introspectivas por imagens internas ligadas ao universo infantil, folclórico e quase naïve de um artista em descoberta de sua linguagem.
Em momento posterior, o método da experiência viaja pelas variadas linguagens da arte contemporânea, como desenho, pintura, escultura, performance, instalações e site-specific, bem como o seu olhar para a história da arte. Assim, Faduled compõe um arcabouço de referências próprias, com as quais está em constante diálogo.
Willem De Kooning, Matisse, Picasso, Warhol, Haring, Oiticica e Mondrian formam um corpo de costuras de influências, com as quais o artista opera no fazer artístico, partindo sempre de tais interlocuções.
Desde o princípio de seus estudos artísticos, a performance sempre provocou tensão.O imaginar do quê tornaria uma performance uma obra de arte sempre desafiou Eduardo. Por conta disso, o criador passou a observar e viver tais performances, chegando à conclusão de que são atos naturais, toda atuação artística com intenção é performance que revela a singularidade de quem a opera, do artista em ser, estar e produzir seu trabalho.
A ação de pintar, seja um espaço ou seja uma tela, se dá a partir de repetições e escolhas subjetivas de um olhar de perspectivas próprias, além de um lugar de vivências e experiências acumuladas. Nesse sentido, nos estudos e obras deste artista, o acúmulo de sobreposições de camadas formam visualidade estética na qual o objeto ou o espaço criado tem a intenção de causar uma experiência estética ao observador, fruto de suas pesquisas e singularidade.
A imagem específica que se forma em seu atelier compõe-se de linguagem de ideia de camadas simbólicas de uma borboleta. Trata-se de múltiplas ideias de borboletas em “estado de performance” na qual, com os belos insetos em sobreposição, estruturam um lugar onírico, de alma própria e acontecimental.
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